Relendo minhas agendas, encontrei uma carta.
Esta era simples, com bastante erros.
Tive que decifrar algumas das palavras!
Hum ..
Me lembrei do dia que a fiz.
Chorava tanto!
Tanto!
As lágrimas não se continham.
Esta carta era um desabafo e uma declaração de amor.
Nela eu revelava todos os meus sentimentos, pensamentos, tristeza, alegria, erros.
Tudo!
Tinha tudo nesta carta!
Principalmente uma esperança.
Isso tudo porque tinha cometido mais um dos meus erros.
Naquela ocasião eu tinha certeza de que seria o fim.
E foi.
Eu sentia tanta dor, tanta dor . . . que não cabia no meu peito!
Lembro que fui dormir cansada de tanto chorar.
Não era tão tarde assim.
Na verdade, estava anoitecendo ainda.
Acordei a uma da madruga, com minha irmã eufórica ao lado da minha cama, dizendo:
- Lena, tu não ouvistes a mensagem que chegou no seu celular? É dele! Olha! Lena!
Levantei com mais de mil para ler a mensagem. Novamente voltei a chorar:
- Poxa, me convida para tomar um choop e fica com outro? Poxa. Ele é meu amigo! Espero que seja feliz. Se sentir saudade, estarei aqui para para termos nossos filhos.
Tive a certeza que nós não dariamos mais certo!
Mesmo assim, fui atrás dele.
Entreguei a carta pois, não tinha coragem de falar nada!
Apenas entreguei.
Ele, nada disse.
De fato, não estava errada.
Passamos mais um ano "juntos".
E, por ironia do destino, exatamente há um ano depois do ocorrido, ele arranja uma garota.
Fiquei tão desesperada!
Muitos meses sem sair de casa!
Mas, venci.
Agora, um ano depois deste namoro e, dois anos após a carta, me encontro da mesma forma.
"Desesperada" mas, não morta, como antes!
A saudade aperta tanto, tanto, que tive que fazer uma outra carta.
Mas esta, ficará guardada, diferente da outra.
No entanto, a esperança, essa sim, continua a mesma.
Um dia a entregarei e, desta vez não será a confirmação do fim.
Será o começo de mais um dos nossos começos.
Lena